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Cirurgia do Dedo em Gatilho
A cirurgia do dedo em gatilho — liberação do dedo em gatilho — devolve o deslizamento livre do tendão flexor na polia A1, a "bainha" estreitada na base do dedo que causa o estalo e o travamento.

Antes de operar: o tratamento conservador
A maioria dos dedos em gatilho melhora sem cirurgia: adaptação das atividades, tala noturna, anti-inflamatórios e, principalmente, a infiltração com corticosteroides na base do dedo. Em muitos casos, uma ou duas infiltrações resolvem os sintomas; quando isso não acontece, ou quando o dedo fica travado de forma fixa, a cirurgia é a opção recomendada.
Como é o procedimento
Trata-se de um procedimento de pequeno porte, ambulatorial, com anestesia local — o paciente pode permanecer acordado ou receber sedação leve. O acesso pode ser por uma pequena incisão na palma da mão, na altura da base do dedo, ou por agulha (técnica percutânea), abrindo a polia A1 para que o tendão deslize livremente. A liberação da polia A1, por si só, não compromete a força de preensão, desde que as demais polias sejam preservadas.
Depois da cirurgia
Quando há incisão, os pontos saem em cerca de 10 a 14 dias. A movimentação do dedo é incentivada desde os primeiros dias, para evitar rigidez, e a volta às atividades diárias costuma ser rápida. A dor pós-operatória costuma ser controlada com analgésicos comuns.
Riscos
São os mesmos de qualquer procedimento de pequeno porte: hematoma, infecção (rara), dor residual e, em casos raros, recidiva do travamento. As orientações são dadas na consulta de avaliação, antes do procedimento.