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Fraturas da Mão e do Punho
Muitas fraturas da mão e do punho se resolvem com imobilização. Outras — as instáveis, com desvio importante ou que envolvem a articulação — precisam de cirurgia para realinhar e fixar os ossos, criando as melhores condições para uma boa recuperação.

Quando a cirurgia é necessária
A indicação combina o tipo de fratura (localização, número de fragmentos, participação articular), o grau de desvio e a estabilidade, além da idade e do nível de atividade do paciente. Fraturas estáveis, sem desvio, são tratadas com tala ou gesso. Fraturas instáveis, com desvio persistente após a tentativa de redução, intra-articulares com degrau entre os fragmentos, ou com lesões associadas de tendões e ligamentos, geralmente exigem fixação cirúrgica. Em crianças, a grande maioria das fraturas de punho se trata sem cirurgia.
Como são feitas as fixações
As técnicas mais usadas são a fixação interna com placa e parafusos — como a placa palmar bloqueada, muito utilizada no rádio distal — e a fixação com fios ou pinos, escolhidas conforme o osso e a localização da fratura. Fraturas do escafoide, quando indicadas, costumam ser fixadas por um parafuso colocado através de incisões pequenas (técnica percutânea), o que preserva os ligamentos e a vascularização ao redor do osso. Fraturas expostas ou muito fragmentadas podem exigir fixador externo.
O caso especial do escafoide
O escafoide tem uma vascularização delicada — o sangue chega pela extremidade distal e percorre o osso "de trás para frente" — e por isso consolida lentamente: de semanas a meses, conforme a localização da fratura. Fraturas com desvio são fixadas com parafuso; quando a fratura não consolida (pseudoartrose), a cirurgia combina fixação e enxerto ósseo para estimular a consolidação.
Pós-operatório
A mão permanece protegida (gesso ou tala) por semanas, com controle por imagem para acompanhar a consolidação, seguida de um programa de reabilitação para recuperar amplitude, força e função. O tempo total de recuperação varia conforme a fratura: de algumas semanas, nas falanges, a alguns meses, no escafoide e no punho.